Decima Primeira
Psicopoeta...
(Rita de Cassia E. de Moraes)


O poeta é aquele que devaneia,
Tem carater idealista,
Tem imaginação inspirada,
Vive num mundo de fantasia.

Ilusões se deparam
Com o lápis e o papel na mão.
De onde vem tanta beleza?
Vem de lá, do fundo do seu coração.

Suas palavras nos revelam seus anseios,
Suas fraquezas, sua emoção,
E revelam o que há no seu intimo:
Poesia é sua obsessão...

Dotado de extrema sensibilidade,
Tenta solucionar os seus problemas.
Com paciência e amizade
Vai fundo, com amor: este é o seu sistema.

Psicopoeta.
As causas, os desafios,
Introduz o que é impossível
E completa, dentro de nós, nossos vazios.

Conhece o medo,
Entende a alma,
Escreve o que sente,
Estuda o que a sua mente fala.

Desnuda as palavras
Sem a realidade desertar,
Mostra-nos o profundo das coisas,
Mas em tudo o que escreve sabe poetificar.


Sofrimento inexiste,
Somente quando se fala de amor,
Na linguagem dos sentimentos,
É um perfeito insuflador.

Aprecio a psicologia,
Admiro ser poeta,
Entrelacei o que é belo,
E, de dentro de mim, surgiu o psicopoeta.

Faz parte de sua existência
Saber amar e poetizar.
Cria o criativo,
Pode descrever o céu, a terra e o mar.

Floresce cada vez mais,
A flor do mistério da vida,
Seja como for o que for
Dentro do poeta tudo se concretiza.

Fecha os olhos e imagina
O que lhe faz feliz e o que lhe faz sofrer.
Pesquisa seguidamente, escreve
E no seu intimo procura o que fazer.

Se mil vidas eu tivesse,
Mil vidas dedicaria à poesia.
Sou, porem, ainda
Uma semente que germina.

Poesia não tem limites:
É como o mar que não tem fim,
É como as estrelas, o infinito abismo,
Renasce, sempre, dentro de mim!...